Um ângulo vivo
entre o teu corpo
e o meu olhar.
Uma geometria caprichosa
toda ela
alusões e desvios
no jeito
com que subvertes
as categorias
do espaço.
Um ritmo lunar
na respiração
e uma toada
de redenção
no som cavo da tua voz.
Há uma ciência oculta
na forma como
os teus lábios
entreabertos
aceleram o
o ar em volta.
Misteriosa embriaguez
esta urgência
de profanação
que avança
sorvendo
cada voluta do teu hálito.
Utopia da diluição
busca insana
do não-tempo.